|
    
O que é lixo?
O que chamamos de lixo varia em função do clima, estações do ano e hábitos da população. Na verdade, é matéria-prima à espera de uma melhor utilização. Cada cidade, de acordo como vivem os seus habitantes, tem a predominância de um tipo de lixo específico.
O que se joga no lixo? Se pensarmos um pouco, veremos que é energia, trabalho humano, imaginação, criatividade, arte e ciência, que podem estar num simples copo plástico ou lenço de papel. Cada objeto desses contém uma soma enorme de energia, experiências e informações. O desenvolvimento das indústrias e das tecnologias aumentou a quantidade de resíduos sólidos jogados no ambiente.
O setor de limpeza pública das cidades deve conhecer as características dos resíduos (componentes, volume, peso específico, índice de compactação, composição química, umidade e poder calorífico). A prefeitura é responsável pelo gerenciamento dos resíduos sólidos, compreendendo as etapas principais de coleta, transporte, tratamento e disposição final.
O lixo é produzido principalmente nas residências, indústrias, hospitais, lojas, escritórios e entulhos da construção civil. Também são classificados como sólidos os lodos originados pelos sistemas de tratamento de água e esgoto. Quando se despeja o lixo no solo, sem os cuidados devidos, não é só o visual que fica prejudicado. O acúmulo de dejetos, como ocorre com o lixo de cidades inteiras em um único lugar, pode provocar vários tipos de poluição e problemas de saúde pública. Os resíduos acumulados em camadas sobre o chão acabam gerando gases que contaminam o ar, seres vivos, moradias e locais de trabalho. Também ocasionam a formação do chorume. Este é um líquido escuro, com gases gerados, pela decomposição do lixo. Ele pode contaminar o lençol freático (a água que existe debaixo da terra e que se comunica com os rios, lagos e os poços).
A incineração pode ajudar no controle do acumulo de lixo. Mas, quando ela é mal administrada, lança gases na atmosfera e pequenas partículas que se espalham com o vento, poluindo a atmosfera.
Créditos Reportagem publicada na edição nº 4, encarte jornal ABC Domingo, Abril de 2000.
www.saude.usinos.br/publicacoes/direto-ao-ponto/ |